terça-feira, 11 de julho de 2017

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Policial Militar escreve carta emocionante para Jair Bolsonaro e faz um desabafo


Um PM desesperado escreveu uma carta para Jair Bolsonaro e fez um apelo! 

O desabafo desesperado de um policial militar: em 10 meses, 225 policiais foram baleados e 65 morreram. Dos atingidos, 134 estavam exercendo sua profissão. Em um período de apenas 23 dias, 21 policiais foram atingidos por tiros.

Leia a carta enviada pelo PM, que terá sua identidade preservada:


07 de setembro de 2017
Sr. Jair Bolsonaro:
Quando jovem, vislumbrei entrar para a Polícia Militar por pensar ser uma instituição forte, respeitada na sociedade e humana. Vocação? No início, talvez até minha personalidade se identificasse com a profissão, mas no devido tempo, após tanta humilhação, decepções e discriminações por parte da sociedade e dos próprios integrantes em posições melhores, a tal vocação caiu num precipício profundo e sem volta. Os valores da secular instituição evaporaram como mágica. Forte, não é mais. Talvez nunca fosse. Respeitada na sociedade? Nossa realidade atual já explica perfeitamente que não é. O que existe é um medo terrível da Polícia Militar. Humana? Se nem ao menos internamente temos o tratamento digno e humanitário, o que dirá na sociedade.

Infelizmente, depende da tropa uma resposta urgente. Ou nos unimos para gritarmos juntos e lutarmos pelas nossas vidas, ou continuaremos sendo voluntários camicaze, formados para morrer.
Vergonhoso demais. Já está na hora de buscarmos nossa dignidade dentro de nós mesmos,ou continuaremos a perder amigos, até que nossos entes nos percam.
Temos que marcar o dia do fico: fico vivo, não entro mais nos becos para morrer. Até que seja feito algo para preservar nossas vidas. Operações verdadeiras, humanas, justas e em prol da razão, não de votos.
Tô de saco cheio, com vergonha, humilhado disso tudo. Tenho 3 anos de policia. Mais de 50 prisões nessa instituição, muito suor deixado aqui em tão pouco tempo. Mas tenho também um filho de 5 anos. Esse me espera vivo em casa, esse depende de mim, infelizmente, para não ter que virar um policial e ter que abdicar dos seus filhos como faço com ele, para ser alvo vivo de marginais formados por uma política suja, nojenta, covarde, camicaze e desleal.
Ninguém pode nos forçar a morrer pela PMERJ. Juramos sim, com o sacrifício da própria vida, mas cadê o estado que na hora do juramento nos abraçava, nos amparava, nos recebia? Esse estado não existe, o que existe é um labirinto, onde em todos os becos existem fuzis, glocks, pistolas, granadas, ponto 30,e marginais protegidos e intocáveis ,esperando a hora de deixar saudades, lágrimas e sofrimento
nos meus, nos seus, nos nossos filhos, pais, mães, esposas, esposos, familiares...
Rasgaram o sonho de centenas de nós.
Acabaram com o significado VIDA nessa PMERJ.
“Somos guerreiros! Guerreiros por resolver os problemas da sociedade, tudo que acontece e só chamar a Polícia que ela resolve, e quanto a nós? Quem resolve os nossos problemas a não ser nós mesmos? O governo pouco se importa com o Policial Militar, não valoriza o que tem nas mãos, enquanto isso trabalhamos todos os dias com o risco de perdermos as nossas vidas, de não voltarmos para casa, de não revermos as nossas famílias, e mesmo assim não desistimos de tentar construir um pais melhor, as leis não protegem o povo, apenas mascara a impunidade“.
S.O.S
Meu filho precisa de mim, e eu preciso estar vivo.
Não aguento mais rifar minha vida por 2 mil e poucos reais, esperando eu ser o proximo sorteado e ganhar uma salva mentirosa de tiros, e ouvir dizerem para meus familiares: 'perdemos um herói'.
Pra mim chega disso tudo.
Por favor, Sr. Bolsonaro nos ajudem!