terça-feira, 24 de abril de 2018


Javier Solomon Aceves Gastelum, de 25 anos, Jesus Daniel Diaz, 20 anos, e Marco Francisco Garcia Avalos, 20 anos, três estudantes de cinema, desapareceram no dia 19 de março em Tonalá, no Estado de Jalisco, no oeste do México.

A última coisa que se sabia sobre eles é que tinham ido gravar um curta-metragem em uma casa da cidade para um trabalho de faculdade.

No caminho de volta para suas casas, o carro em que viajavam quebrou. Eles pararam para averiguar o problema, quando duas vans se aproximaram. Dentro delas, homens carregando fuzis, que se identificaram como agentes do Ministério Público e os levaram embora, segundo relatou à imprensa local uma jovem que estava com os estudantes.

Na segunda-feira, dia 23 de abril, o procurador-geral de Jalisco, Raúl Sánchez Jiménez, revelou o que aconteceu com os três estudantes.
Segundo o procurador, os alunos da Universidade de Guadalajara foram sequestrados por membros do cartel Jalisco Nova Geração (CJNG, em espanhol) e seus corpos foram dissolvidos em ácido, informou a agência.
Direito de imagemAFP
Image captionO desaparecimento dos universitários gerou protestos no México; a Procuradoria do país confirmou que eles foram assassinados por um cartel
O motivo do crime foi que o local onde os jovens gravaram era um esconderijo usado por um grupo antagônico do CJNG, o cartel Nueva Plaza.
Os membros da CJNG, que confundiram os alunos com membros da gangue rival, os levaram para outra casa e lá eles foram interrogados, torturados e assassinados.
"Mais tarde, eles os levaram para outra casa, onde dissolveram seus corpos em ácido sulfúrico, para que não houvesse restos", disse o Ministério Público de Jalisco.
No local foram encontrados vestígios biológicos dos jovens, 46 tambores de 56 litros de ácido sulfúrico e três tanques com restos do composto químico.
Jiménez, procurador-geral do Estado, disse que duas pessoas foram presas por terem participado do crime.
Ele afirmou que ambos são supostamente membros do CJNG e que, no total, oito pessoas teriam cometido o triplo assassinato: quatro deles têm ordens de prisão e os outros dois ainda não foram localizados.

Nenhuma ligação com o tráfico de drogas

O Ministério Público confirmou que os jovens não tinham relação com os narcotraficantes da região e que o único "erro" deles foi fazer uma gravação em uma propriedade que era usada pelo grupo criminoso rival.
Segundo a investigação da polícia, a tia de uma das alunas seria a dona da casa e a teria emprestado para as gravações.
Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA Procuradoria do Estado de Jalisco revelou que os corpos dos alunos foram dissolvidos em ácido
Segundo o Ministério Público, enquanto os estudantes estavam gravando o curta, os membros do CJNG ficaram de olho neles sem que percebessem.
O procurador-geral disse que as investigações ainda não foram concluídas e que se espera "que todas as verdades sobre esses fatos lamentáveis sejam reveladas".

Aumento da violência

O sequestro dos três estudantes provocou indignação em Jalisco e expôs a onda de violência que assola o Estado.
Segundo dados da Secretaria Executiva do Sistema Nacional de Segurança Pública (SESNSP), no primeiro trimestre de 2018 ocorreram 353 homicídios no Estado - foi o início de ano mais violento dos últimos 20 anos.
Image captionEm janeiro, três italianos também desapareceram em Jalisco
Em 2017, o número de homicídios dolosos foi recorde, com 1.369 assassinatos. Segundo especialistas, o quadro se deve aos confrontos entre os cartéis de drogas.
A violência no Estado já havia ganhado as manchetes dentro e fora do país em 31 de janeiro, quando três italianos desapareceram no município de Tecalitlán.
Em fevereiro, a Procuradoria do Estado informou que havia prendido quatro policiais ligados ao desaparecimento de Antonio Russo, Raffaele Russo e Vincenzo Cimmino, que foram entregues pelos agentes a um grupo do crime organizado que opera no local.
Em 2017, o México registrou um total de 23.101 homicídios, segundo a Secretaria Executiva do Sistema Nacional de Segurança Pública (SESNSP, na sigla em espanhol). Foi o ano mais violento do país nas últimas duas décadas, superando 2011, quando foram registrados 22.409 assassinatos.

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Lula está preso desde o dia 7 de abril, após condenação em duas instâncias no caso do triplex em Guarujá (SP).

Polícia Federal (PF) confirmou nesta terça-feira (24) que solicitou à Justiça Federal a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Superintendência de Curitiba.

O pedido foi protocolado no sistema eletrônico da Justiça Federal na sexta-feira (20). O motivo, segundo a PF, é o custo que tem sido gerado para garantir a segurança do ex-presidente.

Outros pedidos

Neste mês de abril, o Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Paraná (SINDPF/PR) entregou ao superintendente da Polícia Federal no Paraná, Maurício Valeixo, um pedido para que o ex-presidente Lula fosse retirado da sede da corporação.

Na ocasião, o sindicato sugeriu que Lula fosse levado para uma unidade das Forças Armadas. Os delegados argumentaram que a prestação de serviços da corporação estava sendo prejudicada com a movimentação no local decorrente da prisão.

A Prefeitura de Curitiba também pediu a transferência de Lula, em 13 de abril, sob a alegação de que a presença dele no local tem gerado transtornos aos moradores e a funcionários da PF.

O homem que atropelou três amigos na saída de uma boate na Barra da Tijuca, na sexta-feira (20), assumiu a autoria do atropelamento em um aúdio enviado à namorada por um aplicativo de mensagens. As informações são da polícia, que investiga se o acidente foi proposital — como alega uma das vítimas.

A Justiça decretou a prisão de Renan Fernandes Nascimento. Era ele quem dirigia um carro preto que atropelou três amigos na Zona Oeste. Os três rapazes saíam de uma boate, onde comemoravam o aniversário de 26 anos de Rafael Afonso. O aniversariante morreu no local.
Três dos cinco desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais votaram pela autorização do mandado de prisão após esgotados todos os recursos na segunda instância; um desembargador votou pela absolvição; julgamento está no último voto.

Em 23 de agosto passado, o TJMG confirmou, depois de mais de dez horas de julgamento, a condenação em primeira instância do ex-governador, acusado dos crimes de lavagem de dinheiro e peculato, no esquema conhecido como mensalão mineiro. Houve, no entanto, pequena redução na pena de prisão dada na de decisão anterior, de 20 anos e 10 meses para 20 anos e 1 mês. Azeredo recorre em liberdade.

domingo, 10 de setembro de 2017


Objetivo mais importante é a revisão e atualização das cadernetas de vacina

Nesta segunda-feira começa a Campanha Nacional de Multivacinação, que vai ter como alvo crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade. A ação ocorre até o dia 22 de setembro. A campanha tem como principal objetivo a revisão e a atualização das cadernetas de vacinação.
No Rio Grande do Sul, mais de 2 milhões de pessoas fazem parte dessa faixa etária. Como a imunização será seletiva apenas para quem está com alguma dose pendente, não se trabalha com meta de cobertura. No dia 16 de setembro, a mobilização terá o seu Dia D, com a abertura extraordinária dos postos de Saúde para a aplicação das vacinas.

O Calendário Nacional de Vacinação prevê 14 vacinas para as crianças e cinco para os adolescentes. Por isso, a orientação da Secretaria da Saúde (SES) é que toda a população-alvo compareça aos serviços de saúde levando a caderneta de vacinação. Dessa forma, os profissionais avaliam se há alguma vacina que ainda não foi administrada ou se há doses que necessitam ser aplicadas para completar o esquema vacinal. Somente com todas as doses é possível garantir a máxima eficácia de proteção contra as doenças. Além disso, a estratégia visa a melhorar as coberturas vacinais e, assim, manter controladas, eliminadas ou erradicadas as doenças imunopreveníveis no Brasil.

Sobre a vacinação da pólio, que é uma das incluídas na estratégia, a SES informa que não ocorre de forma indiscriminada para todas crianças menores de cinco anos. Ela estará disponível nas suas duas apresentações. A injetável deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de idade. Além dela, a criança necessita de outras duas doses de reforço, aos 15 meses e aos quatro anos de idade. Essas doses são feitas com a versão oral (gotinhas).

A lista das vacinas

BCG (tuberculose)

Hepatite B

Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite)

Vacina Inativada Poliomielite (VIP) - injetável

Vacina Oral Poliomielite (VOP) - gotinhas

Rotavírus

Pneumocócica 10 valente

Meningocócica C conjugada

Febre amarela

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

Tetra viral ou tríplice viral + varicela (atenuada)

DTP (difteria, tétano e coqueluche)

Hepatite A

Varicela

Hepatite B

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

Vacina dT (difteria e tétano)

Tríplice Bacteriana Adulto - dTpa (difteria, tétano e coqueluche)

HPV

Varicela
Três fuzis e mais de 2 mil munições calibre 7,62 milímetros foram apreendidos no Rio de Janeiro na manhã deste domingo (10), em uma ação que reúne a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal. O material estava no porta-malas de um carro, que foi abordado de manhã na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), na altura da Serra das Araras, em Piraí.


Um jovem de 26 anos transportava as armas e munições e confessou que levava a carga para a favela da Rocinha, na zona sul do Rio. Ele foi indiciado por tráfico de entorpecentes, associação ao tráfico, porte ilegal de armas e munições de uso restrito.

Além dos três fuzis, o suspeito levava ainda uma pistola calibre 45, um colete balístico e dois tabletes de maconha quando foi abordado.


Todas as armas apreendidas eram de fabricação estrangeira. Dois fuzis são belgas, e um, romeno. Já a pistola foi produzida na Áustria.

O caso foi registrado na Desarme (Delegacia Especializada em Armas) da Polícia Civil, na Cidade da Polícia, na zona norte do Rio.
A doação de órgãos da menina Jemima Layzell, de 13 anos, estabeleceu um novo recorde na Inglaterra, segundo autoridades do país: foram salvas oito vidas, incluindo as de cinco crianças. Jemima, de Somerset (Reino Unido), morreu em 2012 de um aneurisma cerebral, mas sua contribuição só foi revelada nesta semana pelo sistema de saúde britânico, o NHS.


Graças à permissão dos pais da criança, foram doados o coração, o pâncreas, os pulmões, os rins, o intestino delgado e o fígado de Jemima. Os pais se lembram dela como uma menina inteligente, caridosa e criativa. "Temos certeza de que ela ficaria muito orgulhosa do seu legado", disseram.

O Departamento de Sangue e Transplantes do NHS assegurou que nenhum outro doador havia ajudado tanta gente antes. Jemima sofreu um desmaio enquanto ajudava a organizar a festa de aniversário de 38 anos da mãe. Quatro dias depois, ela morreu no Hospital Infantil de Bristol, na Inglaterra.

O coração, o intestino delgado e o pâncreas foram transplantados para três pessoas diferentes, enquanto outras duas pessoas receberam os rins. Seu fígado foi dividido em dois e transplantado para outras duas pessoas, e seus dois pulmões foram para o mesmo paciente. Normalmente, uma doação pode alcançar até 2,6 transplantes - portanto, o número de oito vidas salvas é muito incomum.
'Especial e única'

A mãe de Jemima, Sophy Layzell, que é professora de teatro, e seu pai, Harvey Layzell, diretor de uma empresa de construção civil, disseram que sabiam que a garota queria ser doadora porque conversaram com ela sobre o assunto algumas semanas antes de sua morte.

O tema surgiu depois que um conhecido da família morreu em um acidente.

"A pessoa que morreu estava registrada como doadora, mas devido às circunstâncias de sua morte, seus órgãos não puderam ser usados", lembrou Sophy.

"Jemima nunca tinha ouvido falar de doação de órgãos antes e achou isso estranho, mas entendeu o quão importante isso era", acrescentou.



Família de Jemima (à dir.) criou fundação em seu nome para promover doação de órgãosArquivo Pessoal

A mãe confessa que a decisão de doar os órgãos da filha foi difícil, mas era a escolha correta. "Todo mundo quer que seu filho seja especial e único, e isso, entre muitas outras coisas, nos faz sentir muito orgulhosos dela", disse a mãe. "Pouco depois da morte de Jemima, vimos um programa de TV sobre crianças à espera de um transplante de coração", lembrou.


"Isso nos fez perceber que dizer 'não' seria negar a outras oito pessoas a chance para a vida, especialmente no que diz respeito ao coração de Jemima, o qual Harvey se sentiu desconfortável de doar naquele momento. Mas depois do programa, soubemos que era a decisão correta", concluiu.

Os pais de Jemima dizem acreditar ser muito importante conversar com as crianças sobre a doação de órgãos. Com a irmã de Jemima, Amelia, de 17 anos, eles coordenam hoje a ONG The Jemima Layzell Trust, que ajuda jovens com danos cerebrais e também promove a doação de órgãos.

"O instinto de qualquer pai é dizer não, estamos programados para proteger nosso filho. Mas foi nossa conversa prévia com Jemima que nos permitiu dizer sim", disse o casal.
O que é um aneurisma cerebral?

Um aneurisma é um nódulo em um vaso sanguíneo, causado pela fragilidade em uma das paredes.

Esse nódulo pode se desenvolver em qualquer parte do corpo, mas é mais comum no cérebro e ao redor do coração.

No caso do cérebro, se essa protuberância dos vasos sanguíneos explode, o sangramento causa graves danos ao cérebro - e normalmente leva à morte ou a graves sequelas.

Geralmente, não há sinais prévios do problema antes da ruptura do aneurisma. Ainda não são claros os motivos para que surjam aneurismas em crianças, ainda que esse problema de saúde seja raro entre elas.

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Olho do furacão chegou a ilhas do Sul da Flórida na manhã deste domingo
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Furacão causou a morte de 27 pessoas no Caribe e de 3 nos EUA
Caribe está em alerta para passagem de outro furacão: o Jose

O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o executivo da empresa Ricardo Saud se apresentaram e estão presos na sede da Polícia Federal, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, desde as 14h deste domingo (10) após o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acatar os pedidos de prisão.


Joesley deixou a casa do pai no Jardim Europa às 13h45, na Zona Sul de São Paulo, rumo à Polícia Federal, e Saud, seu apartamento no Morumbi, também na Zona Sul.

Os dois devem passar a noite na PF em São Paulo e serem transferidos para Brasília nesta segunda-feira (11).

As ordens de prisão de Joesley e Saud foram encaminhadas para a PF neste sábado (9) e não cumpriram os mandados porque estava "em planejamento operacional" quando os dois manifestaram, por meio de seus advogados, a intenção de se entregar.

O pedido ao STF foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta sexta-feira (8). Além de Joesley e Saud, Janot pediu a prisão do ex-procurador da República Marcelo Miller, mas Fachin negou ao dizer que não são "consistentes" os indícios de que ele tenha sido "cooptado" por organização criminosa.

Com as prisões, o acordo de delação premiada firmado entre a JBS e a Procuradoria-Geral da República deve ser rescindido. Isto porque o termo de delação prevê que o acordo perderá efeito se, por exemplo, o colaborador mentiu ou omitiu, se sonegou ou destruiu provas.

Sobre a validade das provas apresentadas, mesmo se os termos da delação forem suspensos, continuarão valendo – provas, depoimentos e documentos. Esse é o entendimento de pelo menos três ministros do Supremo: a rescisão do acordo não anula as provas.




Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F;, já estão na sede da PF




Joesley Batista deixa a casa do pai após Fachin determinar sua prisão (Foto: Reprodução/GloboNews)



Joesley Batista no aeroporto de Brasília após prestar depoimento na PGR (Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo)

Na segunda-feira (4), a PGR informou que novos áudios entregues pelos delatores da JBS indicam que o ex-procurador da República Marcello Miller atuou na "confecção de propostas de colaboração" do acordo que viria a ser fechado entre os colaboradores e o Ministério Público Federal (MPF). A PGR também suspeita que os delatores podem ter omitido informações.

Nas novas gravações, entregues pelos próprios delatores à Procuradoria, Joesley e o executivo Ricardo Saud falam sobre a intenção de usar Miller para se aproximar de Janot. Joesley admitiu que se encontrou com Miller ainda em fevereiro, mas ele teria dito que já tinha pedido exoneração do Ministério Público.

Na quinta (7), Joesley, Saud e Francisco Assis, executivo do grupo J&F (controlador da JBS) prestaram novos depoimentos ao Ministério Público Federal, em Brasília. Nesta sexta, depôs Marcelo Miller, no Rio de Janeiro.

Joesley foi questionado pelos investigadores e teve que explicar cada trecho da gravação da conversa entre ele e Ricardo Saud. Os depoentes tentaram justificar que aquilo era uma "conversa de bêbados".Afirmaram que não entregaram os áudios por acidente, mas para demonstrar transparência.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A Polícia Federal encontrou, nesta terça-feira (5), dinheiro em apartamento que seria utilizado por Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) em Salvador. O ex-ministro cumpre prisão domiciliar na Bahia.


Conforme a PF, a Operação Tesouro Perdido deflagrada nesta terça tinha objetivo de cumprir mandado de busca e apreensão emitido pela 10ª Vara Federal de Brasília. Após investigações decorrentes de dados coletados nas últimas fases da Operação Cui Bono, a PF chegou a um endereço em Salvador, que seria, supostamente, utilizado por Geddel Vieira Lima como “bunker” para armazenagem de dinheiro em espécie.

Durante as buscas, foi encontrada grande quantia de dinheiro em espécie. Segundo a polícia, os valores apreendidos serão transportados a um banco onde será contabilizado e depositado em conta judicial.

O G1 entrou em contato com a defesa de Geddel Vieira Lima às 11h55. Por meio da assessoria, a informação é de que o advogado que representa o ex-ministro não podia falar com a reportagem no momento por estar participando de uma audiência em Brasília.



Dinheiro encontrado pela Polícia Federal (Foto: Polícia Federal)



Operação da Polícia Federal encontrou dinheiro em Salvador (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
Réu

A Justiça Federal em Brasília aceitou, no final de agosto, denúncia da Procuradoria da República no Distrito Federal e transformou em réu o ex-ministro Geddel Vieira Lima por obstrução de justiça.

Geddel foi denunciado por tentativa de atrapalhar as investigações sobre desvios no FI-FGTS, o fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. A denúncia foi aceita pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília.


Em nota divulgada após a decisão da Justiça, a defesa de Geddel afirmou que: "Rechaça com veemência as fantasiosas acusações contidas na denúncia, fruto de verdadeiro devaneio e excesso acusatório. Tão logo notificado pelo juízo da 10ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, será apresentada a peça de defesa, oportunidade que demonstrará a inocorrência de qualquer ilícito e a necessidade de rejeição da inepta e inverídica acusação."

A denúncia
Segundo a denúncia da procuradoria, após as tratativas do operador Lucio Funaro para fechar o acordo de delação premiada, Geddel começou a atuar para atrapalhar as negociações. O político fez contatos telefônicos constantes com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita.

Procuradores dizem que o objetivo de Geddel era sondar como estava o ânimo do doleiro e garantir que ele não fornecesse informações aos investigadores.

"Com ligações alegadamente amigáveis, intimidava indiretamente o custodiado, na tentativa de impedir ou, ao menos, retardar a colaboração de Lúcio Funaro com os órgãos investigativos Ministério Público Federal e Polícia Federal", reitera um dos trechos da ação.

Ainda segundo o MP, as investidas de Geddel foram reveladas em depoimentos dados por Lúcio Funaro e a esposa, e confirmadas, posteriormente, por meio de perícia realizada pela Polícia Federal no aparelho telefônico de Raquel Pita. Entre os dias 13 de maio e 1º de julho de 2017 foram 17 ligações.

Aos investigadores, o casal também revelou ter ficado com receio de sofrer intimidações e retaliações por parte de Geddel, uma vez que o político possuía influência e poder, inclusive no primeiro escalão do governo.